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November 27 Da minha Impulsividade!“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” [Clarice Lispector - Em Aprendendo a viver]
- Só porque Clarice é uma diva e transcreve com propriedade minhas emoções explicitas!
November 21 Das minhas confissões...November 20 Das minhas 'pequenas' descobertas!November 15 Novembro nublado!Eu não entendo porque ficou tudo assim
As pessoas congelando olhares Transpirando maldades Usando mascaras em pleno Novembro Já não sei como agir Me fecho assim dentro de mim Respirando meu ar Lembranças parecem me sufocar Já não consigo pensar E antes a mesma brisa leve que tocava meu rosto Hoje deixa nublado o brilho do meu olhar O vento que antes separava meus cabelos Hoje promove redemoinhos em minhas certezas Entre tantas incertezas, medos e angustias Transpareço sempre nos lábios um sorriso em metade E cada vez mais desejo ficar só Sem perceber volto a ficar de frente a meus fantasmas Amigos não me satisfazem mais como antes Minha familia em palacio de areia Meu coração sem direção Vejo-me desprotegida Como se algo ameaçasse meu mundo Quisesse invadir meu espaço Me de licença, deixe-me descansar E quando dezembro chegar Espero que tudo volte ao seu lugar [Ana Vasques]
November 14 Dos propositos...Quando decidimos agir, alguns excessos acontecem.
Diz um velho ditado culinário: “para fazer uma omelete é preciso quebrar o ovo”. Quando decidimos agir, é natural que surjam conflitos inesperados. É natural que surjam feridas no decorrer destes conflitos. As feridas passam: permanecem apenas as cicatrizes. Isto é uma bênção; estas cicatrizes ficam conosco o resto da vida, e vão nos ajudar muito. Se em algum momento, por comodismo ou qualquer outra razão, a vontade de voltar ao passado for grande, basta olhar para elas. As cicatrizes vão nos mostrar a marca das algemas, vão nos lembrar os horrores da prisão – e continuaremos caminhando para frente.
November 13 Paciência...Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência. ![]() 'Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu.' [Ecles. 3] |
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