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May 28 SentirMay 27 Outdoor!!!May 26 ..."O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro de minha alma. E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho. Soas-me na alma distante. A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto." [Fernando Pessoa]
May 24 Pensamentos...Quando tudo se silencia,é que eu sinto medo.
Naqueles minutos que antecedem o primeiro aviso do sono... Quando fragmentos do meu dia,vêm a tona... Quando não existe ninguém que vai te dizer que está tudo bem. A minha consciência cumpre o dever de me dizer que está tudo bem. Dever que eu mesma impus. As vezes o sono chega,as vezes não,e quando não.... Não faço nada,mas os pensamentos não param um só segundo. Fico quieta...enquanto o medo só aumenta. Talvez fosse o momento de gritar. Quase sempre tenho vontade de gritar.Quase... Mas eu tenho medo E o silêncio é a pior forma de mentir...Está tudo bem e o dia vai chegar... As vezes não quero que o sol se apague. ... May 21 Ao tempo.May 20 Balão!Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei De quantas pedras me atiraram Ou quantas atirei Tanta farpa tanta mentira Tanta falta do que dizer Nem sempre é "so easy" se viver Hoje eu não consigo mais me lembrar De quantas janelas me atirei De quanto rastro de imcompreensão Eu já deixei Tantos bons quanto maus motivos Tantas vezes desilusão Quase nunca a vida é um balão..... [Lulu Santos] May 16 Assim será!Assim que quer, assim será, eu vou pra não voltar
Toma este anel, que é pra anular o céu, o sol, o mar Eu não queria ir assim Tão triste, triste... Vem dizer adeus o ao que restou de quem um dia foi feliz. Há de encontrar um encantador, um novo ou velho amor Vai te levar leve a vagar prum lar de fina-flor e você vai ser mais feliz longe de mim, por isso eu vou. Mas não me peça pra amar outra mulher que não você. Vou mas não me peça pra amar outra mulher que não Sei que seu féu fenecerá em nome de nós dois, Chuva do céu se encerrará pra ver nosso depois Como vai ser ruim demais Olhar o tempo ir sem ver os seus abraços, seu sorriso ou suas rimas de amor. [Los Hermanos]
...Maktub* May 14 Sonhos*May 13 .Ainda.Em versos mudos
Minha alma declama Sentimentos e Tormentos Um suspiro Um passo em falso Meu coração em alerta por você Não Novamente não Fujo pelas ruelas Fecho os olhos para não te ver Gosto salgado este em meus labios Amargas lembranças que não saem da cabeça E o que digo a esse insano coração Chega de sofreguidam Amores vem e vão Noites frias estas Onde meus braços Ainda lembram de seus abraços Pensamentos distantes
Que me levam sempre para perto de você
Porque?
Se tudo são estações
E sempre me vejo no inverno sem você.
[Ana_Vasques]
May 09 (?)May 07 Foi assim... entende?Eu te matei aquele dia.
Não chovia e nem fazia frio, contrariando o clichê das madrugadas bêbadas e solitárias. Talvez você quisesse entender melhor como foi, mas assim já morto, não lhe faz diferença.
O fato é que eu vinha tomando a decisão em pequenas doses diárias. Repetia teu nome de frente pro espelho enquanto cravava as unhas no rosto lambuzado das lágrimas todas que tu me causou. [Era como se elas acumulassem - ainda que derramadas - e eu as fosse bebendo pra verter novamente em cachoeiras cada vez mais incessantes. Sempre mais longas e demoradas. Até que acabava, num quase suspiro de alívio. Curvava as costas, apoiava os cotovelos na pia e abaixava a cabeça deixando os cabelos me grudarem nos olhos.] Fui mirabolando saídas. Inventava quereres e anotava em pedaços de papel os segredos que não podia esquecer de te contar. Repetia-os mentalmente pra que mesmo perdendo ou molhando os rascunhos, te sobrasse alguma verdade dos dias que vinham me consumindo. E inventei desenlaces, simulei fugas, desenhei portas. Mas acabava sempre querendo voltar pro teu colo, me entende? Porque você não ia embora. Se eu alongasse o olhar, ainda via teus dedos.
Tentei outras maneiras - e espero que isso se evidencie no que estou te dizendo. Transformei minhas razões em outras. Testei a elasticidade dos meus desejos e corri de olhos fechados, beirando algum risco - que eu sempre sabia não ser fatídico. Mas disso eu só enxerguei meu rosto pálido de menina. Ainda preciso de muito mimo pra abrir as pernas.
Não me convencia das invenções paleativas. E então foi assim que resolvi te matar.
Talvez a frieza com que eu afirme, sem mais umidecer os olhos, te assuste. Te repito: fui tomando a decisão aos poucos e, por isso, me acostumando com ela.
Assim sendo, acordei e enquanto partia o pão: te matei. Solucei inaudível. Apertei os olhos e cheguei a furar a ponta do dedo, tremendo um pouco. Era inevitável, me entende? Acabaria acontecendo. Não existe qualquer espécie de culpa, nem vestígio de sangue.
[Talvez uma frouxidão na alma, espaço de sobra nos braços e um assovio de vento constante. Me ajeito com o tempo, meu bem. Que do mal maior já não padeço.]
[... Um trecho de Clarisse Lispector, em Horas de Clarisse... as vezes meus sentimentos se confundem com os dela, ela corrompe a minha alma e declama meus segredos, ela sabe o que fala e eu sei o que sinto].
May 06 Dialogando com as paredes.
Não suporto a solidão!
(...)
May 05 Sentir-se só!May 03 FrestaEm meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem, Se, um instante, erguendo a fronte De onde em mim sou aterrado, Vejo o longínquo horizonte Cheio de sol posto ou nado Revivo, existo, conheço, E, ainda que seja ilusão O exterior em que me esqueço, Nada mais quero nem peço. Entrego-lhe o coração. [Fernand Pessoa]
... Nem as paredes eu cofesso, Nunca mais é pouco para tamanho segredo que carrego*
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